Ciclo de cine argentino apresenta: Infância Clandestina [2011], de Benjamin Ávila





Um dos mais importantes filmes [do ano], Infância Clandestina é uma produção Argentina (em parceria com Espanha e Brasil), que conquistou plateias pelo mundo e verdadeiramente é uma obra cativante.

O filme aborda a vida de Ernesto (em uma ótima atuação de Téo Gutierrez Romero), um jovem que vive ao lado de seus pais em uma vida clandestina enquanto esses combatem a ditadura militar na Argentina. Entre seus principais confidentes está seu tio Beto, um verdadeiro espelho e também peça chave dentro de uma família que segue rígidas regras para continuarem na clandestinidade e não correrem risco de serem descobertos pelo governo.

O grande mérito do filme é trilhar seu caminho aos olhos do pequeno Juan (também chamado Ernesto). Seja em seus questionamentos, suas amizades, um pouco de sua rebeldia (nitidamente herdada dos pais) e também a sua primeira paixão. Além disso, o filme tem interessantes seqüências como se fossem paginas de quadrinhos. Mais um precioso método que diferencia e qualifica o trabalho de Ávila, como forma de representação da imaginação ou olhos de Juan perante o desconhecido.

Muito bem conduzido pela direção de Benjamin Ávila, a belíssima trama desenvolvida na obra nos remete imediatamente a outras obras igualmente singelas e bem realizadas – como o renomado filme brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006) que foi dirigido por Cao Hamburger ou mesmo no chileno Machuca, com direção de Andrés Wood –, mas com todos os merecimentos o filme é coberto de qualidades e atuações elogiosas.

Fonte: http://cinemacomgustavofernando.blogspot.com.br/2013/04/critica-do-filme-infancia-clandestina.html


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Encuentros cinematográficos en español: Los girasoles ciegos




Um livro de contos com a Guerra Civil de Espanha em pano de fundo. Quatro histórias paralelas, mas organizadas de uma forma entrelaçada, deixam-nos sobretudo o sentimento e o sentido da derrota – todos os protagonistas são seres vencidos, porque «numa guerra entre irmãos» é inevitável que só existam perdedores.
Dos quatro contos, o segundo – «Segunda derrota: 1940 ou Manuscrito encontrado no esquecimento» – é, a meu ver, o melhor e o mais impressionante: um jovem poeta deixa um caderno onde descreve a fuga pelas montanhas com a mulher grávida, a morte desta depois do parto e os terríveis e vãos esforços para manter a criança viva; a sobrevivência que começa por ser assegurada por duas vacas, depois apenas por uma (já que a primeira morre e acaba por ser devorada pelos lobos), a terrível decisão de matar a segunda.
Trata-se de um livro sobre a memória e o seu papel na superação da tragédia – algo que, segundo se lê na citação de um texto de Carlos Piera, que serve de introdução ao livro, é absolutamente indispensável: «Em Espanha não se cumpriu o luto, que é, entre outras coisas, o reconhecimento público de que algo é trágico e, acima de tudo, que algo é irreparável».
Los girasoles ciegos foi publicado em 2004 e o seu autor, Alberto Méndez, que só escreveu este livro, morreu poucos meses depois sem assistir ao sucesso da obra, que foi grande mas não imediato.
O livro deu origem ao filme cujo trailer é extraído do último conto: «Quarta derrota: 1942 ou Os girassóis cegos»

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Ciclo de cine argentino: Anita (Marcos Carnevale, 2009)



Sinopsis: 

Anita es una chica que padece Síndrome de Down y vive con su madre en el barrio del Once. El 18 de julio de 1994 el atentado a la Mutual AMIA cambió su vida para siempre. Anita no entiende qué ha pasado, sólo recuerda que su madre salió a hacer un trámite y de pronto la tierra tembló. El ruido la asusta y decide salir de su casa, se pierde en la gran ciudad donde comienza una larga odisea. Ella no sabe qué ha sucedido, no sabe que la están buscando...no podrá comprender lo incomprensible.

Disponible en: <<http://www.escribiendocine.com/pelicula/0000095-anita/ficha#sinopsis>>


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Cuando: 18/10/2014 a las 16 h
Donde: Universidade Federal de Uberlândia - Bloque O - Anfiteatro E